Rangel não é "'pau mandado' do passismo"

José Matos Correia sai em defesa de Paulo Rangel, após as críticas à falta de capacidade de liderança, dirigidas por Ângelo Correia. O antigo deputado que apoia o opositor de Rio ripostou a ideia de que "todo o passismo está em volta de Rangel" e de que "quem vai mandar em Rangel - porque Rangel não é líder - vai ser o passismo".

José Matos Correia, apoiante de Paulo Rangel na corrida à liderança do PSD, acredita que, só por desespero ou desconhecimento, é que alguém pode afirmar que uma vitória do eurodeputado pode significar o regresso do passismo sem Pedro Passos Coelho. Estas declarações surgem no seguimento das críticas feitas, esta manhã, na TSF, por Ângelo Correia, fundador do PSD.

A poucos dias da eleição do próximo líder dos sociais-democratas, o antigo governante, que apoia Rui Rio, não hesitou em dizer que Rangel significa um regresso ao passado. No entanto, José Matos Correia, ouvido no Fórum TSF, rejeita que Rangel seja um "'pau mandado' do passismo", e caracteriza estes comentários como considerações "desesperadas de quem não sabe fazer comentários com substância".

"Há comentários que são de tal forma infundados que acharia preferível, talvez, não lhes responder, mas, para não fazer essa desfeita, diria que é preciso não conhecer o doutor Paulo Rangel ou estar absolutamente desesperado com a possibilidade de Paulo Rangel ganhar para fazer comentários desses", responde o antigo deputado, que diz-se sem receios quanto ao peso destas críticas na decisão dos militantes. "Paulo Rangel tem dito desde o início que a sua primeira preocupação e o pressuposto necessário para ganhar o partido, e depois ganhar o país, é a unidade do partido. Seguramente por isso o Paulo Rangel tem feito uma campanha que é marcada pela elevação na forma como atua e como fala."

Considera José Matos Correia que o candidato à liderança do PSD "dirigiu a sua campanha sobretudo àquilo que interessa aos militantes e aos portugueses, que é apresentar uma alternativa ao Partido Socialista, dizer por que é que o Partido Social-Democrata é essa alternativa e como é que ela se deve configurar", tornando assim clara a alternativa que é colocada.

"Se há alguém que quer que o partido se afirme de novo como um grande partido do centro-direita em Portugal, como alguém que quer governar Portugal para retirar Portugal desta apagada e vil tristeza a que o Partido Socialista e os seus partidos apoiantes conduziram o país...", declara José Matos Correia.

O antigo deputado analisa que, nos últimos dois anos, "o Partido Social-Democrata não foi capaz de se afirmar como alternativa", e que a insistência na possibilidade do bloco central é a "prova disso".

No Fórum TSF, José Matos Correia, antigo deputado do PSD que está do lado de Paulo Rangel, respondeu que quem fez este tipo de considerações só revela que não conhece o opositor de Rio.

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