Rio diz que "não se mete" em acordos locais, sem dizer se concorda com o do Porto

Recordando a sua própria experiência como presidente de Câmara do Porto por 12 anos, Rio assegurou que "nunca nenhum presidente do partido" lhe telefonou a pedir para "tirar o pelouro ao vereador A ou dar ao B".

O presidente do PSD escusou-se esta quarta-feira a revelar se concorda ou discorda do acordo feito pelo partido com o independente Rui Moreira na Câmara Municipal do Porto, reiterando que "não se mete" nas opções feitas pelos seus eleitos locais.

No final de uma audiência com o Comité Olímpico de Portugal, Rui Rio foi questionado sobre o acordo feito pelo PSD e Rui Moreira, no Porto, depois das fortes críticas que deixou ao candidato independente durante a campanha.

"Eu sempre disse que os presidentes de câmara, ou neste caso os eleitos, têm liberdade total para que façam como entendem", afirmou.

Recordando a sua própria experiência como presidente de Câmara do Porto por 12 anos, Rio assegurou que "nunca nenhum presidente do partido", dos vários com quem trabalhou nesse período, lhe telefonou a pedir para "tirar o pelouro ao vereador A ou dar ao B".

"Isso não faz sentido nenhum, não me meto em câmara nenhuma, muito menos na que presidi sobre opções que localmente cada um toma. Se concordo ou discordo, fica cá comigo, seja aí seja noutro lado qualquer", afirmou.

Questionado se o candidato do PSD, Vladimiro Feliz, falou consigo antes de fechar o acordo, o líder social-democrata considerou que tal "não interessa politicamente".

"Se a pergunta é se eu estou zangado com Vladimiro Feliz? Nada zangado, acho-o uma pessoa extraordinária e capaz, o que achava quando o escolhi continuo a achar", salientou.

O independente Rui Moreira toma posse esta quarta-feira para o terceiro e último mandato como presidente da Câmara Municipal do Porto e, após ter vencido as autárquicas de setembro sem maioria absoluta, estabeleceu um acordo de governação com o PSD.

O acordo está dependente da incorporação de medidas contidas no programa social-democrata no Plano e Orçamento da Câmara do Porto para 2022, tais como a redução do Imposto sob o Rendimento Singular (IRS) entre um mínimo de 0,5% e 0,625% na componente municipal.

O PSD não terá representação nos pelouros do executivo, nem nas empresas municipais.

No entanto, na Assembleia Municipal, o PSD irá apresentar Sebastião Feyo de Azevedo, antigo reitor da Universidade do Porto, como candidato a presidente da mesa, contando com o apoio já anunciado do movimento de Rui Moreira.

A cerimónia de instalação e posse do presidente e dos vereadores, bem como dos deputados municipais eleitos para a Assembleia Municipal, vai decorrer pelas 17h30, no Pavilhão Rosa Mota.

Rui Moreira foi eleito presidente da Câmara Municipal do Porto pelo movimento independente Rui Moreira: Aqui Há Porto!, que conseguiu 40,72% dos votos, elegendo seis vereadores, não tendo conseguido reeditar a maioria absoluta conquistada nas autárquicas de 2017.

Por seu turno, a oposição elegeu sete mandatos -- três do PS, dois do PSD e a CDU e o Bloco de Esquerda um cada, este último eleito pela primeira vez.

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