Rio não dá liberdade de voto nas presidenciais e diz que o "mais provável" é apoiar Marcelo

Já nem sequer se pode dizer que seja um tabu: Rui Rio está só à espera que Marcelo anuncie a recandidatura para anunciar o apoio do partido ao atual Presidente.

Admite que "há muitos militantes do PSD que gostariam que houvesse uma maior demarcação" do Governo do que a que o chefe de Estado "faz de quando em vez". Mas se lhe pedem que assine por baixo essas críticas, Rui Rio é cauteloso na forma e no conteúdo: "Reconheço que não podemos, enquanto partido, exigir ao Presidente da República aquilo que nos dá mais jeito sempre", diz à TSF o líder social-democrata.

Mas então, quem é que o PSD vai apoiar nas próximas presidenciais? A resposta não é pronta por uma razão muito simples: Marcelo ainda não disse formalmente que se ia recandidatar e Rio não se quer antecipar a esse anúncio. Mas diz quase tudo, quando afirma que "o mais provável" é que o PSD apoie o atual Presidente. "Não vale a pena estar com coisas", responde Rio.

E se aparecer outro candidato da mesma família política? Na Madeira, Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional, está a ponderar avançar para Belém e conta com o apoio do histórico Alberto João Jardim, mas isso não parece tirar o sono a Rio.

Nos planos do líder social-democrata não está dar liberdade de voto "numa eleição tão importante como as presidenciais" e, sobretudo, tendo em conta, também, a importância de um partido como o PSD: "É muito difícil isso acontecer."

Sobre o "apoio" de António Costa a Marcelo, numa declaração inusitada durante uma visita à Autoeuropa, em Palmela, Rui Rio reage com alguma descontração e sentido de humor: "Até tenho dúvidas se aquilo lhe saiu na hora ou se, realmente, de manhã quando acordou pensou vou dizer isto", atira. O presidente do PSD garante não se sentir ultrapassado nem estar incomodado, acrescentando: sobretudo quando "um militante do partido recebe o apoio do nosso maior adversário".

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