Rui Rio diz que exigências do BE e do PCP "metem governo num imbróglio"

À espera do OE, líder do PSD não se mostra surpreendido com disponibilidade do PCP para negociar com o governo e garante que se vai limitar a aguardar o documento

O presidente do PSD garantiu, esta segunda-feira, que a disponibilidade do PCP para negociar com o governo o Orçamento do Estado, manifestada no encerramento da Festa do Avante, "já estava clara" para o PSD "há bastante tempo" e adiantou que, por isso, o PSD "não tem nada a dizer".

"Isso para nós já está claro há bastante tempo. Estão a construir o Orçamento (do Estado) em conjunto e, nesse sentido, o PSD não tem nada a dizer", afirmou Rui Rio, ao início da tarde, no final de uma visita à Escola Secundária D. Afonso Sanches, em Vila do Conde.

A poucas semanas de conhecer o OE, o presidente social-democrata não faz comentários aos avisos para o perigo de uma eventual crise política, incluindo por parte do presidente da República, mas admite que, face às exigências já conhecidas do Bloco e do PCP, o governo estará metido "num imbróglio".

"Se aquelas exigências que o Bloco de Esquerda e o PCP estão a fazer, me estivessem a fazer a mim e eu fosse primeiro-ministro, eu sabia do que estava a falar e do imbróglio em que estava metido", rematou o presidente social-democrata, asseverando que se "limita a constatar as notícias" e a ver "o rol de reivindicações, umas em cima das outras". Rio prefere, por isso, ficar a ver "como é que o governo lida com isso".

Questionado pelos jornalistas sobre as críticas de Jerónimo de Sousa que, durante a Festa do Avante, acusou a direita de "querer calar" os comunistas, Rui Rio rejeita as acusações e reitera críticas ao evento.

"O PCP, pelos vistos, não conseguiu sequer mobilizar as pessoas que gostaria de ter mobilizado", disse o líder do PSD, considerando que os comunistas "devem ter percebido o erro que cometeram".

"Eu ouvi o secretário-geral do PCP dizer uma coisa absolutamente extraordinária: queriam calar o partido, mas não conseguem... Isso não faz sentido nenhum, na exata medida em que o PCP diz o que quer. Não precisa de fazer um festival de música para isso", criticou, sublinhando que "ninguém quis calar" o PCP, insistindo que o partido de Jerónimo de Sousa "não esteve bem".

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