Se PSD perder eleições "em termos internos não vão acontecer consequências políticas nenhumas"

Nuno Morais Sarmento também afirmou ser por "definição política anti-bloco central" e disse só por "limitação de raciocínio" é que se pode considerar que um PSD "ao centro" significa "uma vontade" de Bloco Central.

O ex-vice-presidente do PSD Morais Sarmento defendeu este sábado que "não vai acontecer nada" internamente, "no imediato", caso o partido não ganhe as eleições legislativas.

À margem do 39º Congresso do PSD, que decorre em Santa Maria da Feira, o ex-ministro de Durão Barroso, que deixou a direção de Rui Rio antes da diretas, reafirmou ser por "definição política anti-bloco central" e disse só por "limitação de raciocínio" é que se pode considerar que um PSD "ao centro" significa "uma vontade" de Bloco Central.

"Em termos internos, não vão acontecer consequências políticas nenhumas", disse, questionado sobre o que acontecerá se o PSD não ganhar as eleições de 30 de janeiro.

"É evidente que essa estratégia, no seu tempo, que não será imediatamente a seguir [às eleições], mas no tempo próprio poderá ou não ser mantida, mas não vai acontecer nada no dia a seguir às eleições caso o PSD não as ganhe, coisa que, francamente, eu considero que não é o que vai suceder", salientou.

Sobre a possibilidade de o PSD viabilizar um Governo liderado por António Costa, caso o PS ganhe as eleições sem maioria absoluta, Morais Sarmento recusou que tal seria a instituição de um Bloco Central.

"Se não formos limitados no raciocínio, e muitas vezes com intenção eu tenho visto essa simplificação, de que a afirmação do PSD ao centro significa uma vontade de Bloco Central ou Rui Rio ser vice-primeiro-ministro não sei de quem, esse é um disparate", considerou.

Alias, apontou, "desde logo nunca ninguém se lembrou de chamar Bloco Central a Marcelo Rebelo de Sousa e a António Guterres e, no entanto, foi o PSD que viabilizou o Governo do PS durante esses quatro anos".

Nuno Morais Sarmento reafirmou ainda que saiu da direção do PSD por questões pessoas e não por divergências políticas e reconheceu que o discurso de Miguel Pinto Luz pode ser entendido como um sinal de oposição interna à liderança de Rui Rio.

"Achou que havia ali um espaço e alguém tem que o fazer [ocupar esse espaço] e ele [Miguel Pinto Luz] resolveu aproveitar. Há pessoas que gostam muito de se afirmar desta forma, cada um tem o seu registo", comentou.

O ex-ministro da Presidência de Durão Barroso deixou a direção nacional do PSD, sendo neste congresso candidato ao Conselho de Jurisdição.

ACOMPANHE NA TSF O 39.º CONGRESSO DO PSD

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