Ventura quer Chega no Governo em duas legislaturas. Aproximação ao PSD é "vender a alma"

André Ventura continua a assegurar que o Chega será Governo em duas legislaturas, afastando qualquer hipótese de negociações com o PSD. O presidente do Chega, em Viseu, no quarto congresso nacional do partido, afirma que ir ao encontro daquilo que é o PSD, seja com Rui Rio, seja com Paulo Rangel, é mudar o ADN do Chega.

André Ventura subiu à tribuna com os olhos postos já na campanha das próximas eleições legislativas. O primeiro aviso foi para o ainda primeiro-ministro António Costa: "Nós vamos atrás de ti, com tudo".

Logo depois, o PSD, que no Congresso chegou a ser chamado de "PS2" ou "o outro Partido Socialista". Ventura está convencido que o Chega terá força própria, por isso ir ao encontro das ideias do PSD e negociar com os sociais-democratas é mudar o ADN do partido. Aliás, o presidente do Chega fala até de "trair a alma" caso isso acontecesse voltando à Igreja para citar palavras de Jesus Cristo, "vá lá o homem ganhar o mundo inteiro se vender a sua alma". Palavras confirmadas na Bíblia, em Marcos 8:36.

As alusões à igreja no Congresso Nacional do Chega são constantes, por parte de Ventura ou dos delegados do partido, sobretudo a Deus e à importância da família, mas, quando o discurso aquece, as teologias e as tolerâncias ficam à parte. Na reportagem áudio que anexamos a esta notícia ouve-se Ventura dizer que o Chega não vai "negociar, pactar ou dialogar", mas sim "impor a presença do Chega num governo em Portugal pela força do voto".

É assim, orgulhosamente sós, que André Ventura garante que o Chega será governo daqui a duas legislaturas. "Em duas legislaturas alcançaremos o governo de Portugal e não precisaremos nem do PSD nem do PS", afirma.

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