Vitalino Canas garante isenção: "Não tenho nenhuma relação com a Operação Marquês"

Vitalino Canas, um dos nomes propostos pelo PS para integrar o Tribunal Constitucional, garante que "está completamente tranquilo" para analisar a Operação Marquês, se este caso alguma vez chegar ao palácio Ratton. Não fala com Sócrates "há anos".

"Completamente tranquilo". É assim que Vitalino Canas, um dos nomes propostos pelo PS para integrar o Tribunal Constitucional (TC), garante estar, apesar das críticas ouvidas pelas antigas ligações ao PS onde foi deputado e porta-voz, durante a liderança de José Sócrates tendo sido ainda membro de governos de António Guterres.

"Eu não tenho nenhuma relação com o processo da Operação Marquês. Não tive intervenção processual nem como advogado, nem como testemunha, nem como inquirido de nada", adiantou Vitalino Canas na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias quando questionado se estará à vontade para apreciar algum recurso da operação Marquês, que envolve José Sócrates.

Vitalino explicou que apenas conhece um dos arguidos da Operação Marquês, José Sócrates, com quem não fala "há anos" e garante que se alguma vez o processo chegar ao Tribunal Constitucional "será visto com toda a isenção".

"Nem sequer existem razões para me declarar impedido", considerou, acrescentando que o seu nome nunca foi mencionado no processo, seja nos tribunais, seja na comunicação social.

Questionado sobre a capacidade para ser Juiz do Tribunal Constitucional, Vitalino Canas garante que está habilitado: "Andei 40 anos a preparar-me para ser juiz do Tribunal Constitucional."

"Nem me passaria nunca pela cabeça, enquanto juiz do Tribunal Constitucional, que os critérios que viessem a presidir a qualquer tipo de posicionamento que venha a tomar sejam critérios que não os critérios objetivos que resultam da Constituição", garante Vitalino Canas.

Questionado sobre o facto de ter sido porta-voz do PS quando José Sócrates era líder, Vitalino Canas garante que será isento.

"Fui porta-voz do Partido Socialista há 15 anos, mas já não sou porta-voz do Partido Socialista há muitos anos, senhor deputado, e não serei certamente porta-voz de ninguém, de nenhum partido político, se for eleito para o Tribunal Constitucional", respondeu na comissão.

A eleição de dois juízes para o Tribunal Constitucional está marcada para a próxima sexta feira, Além de Vitalino Canas, o PS propõe também o nome de Clemente Lima.

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