Aníbal Pinto sabia que Rui Pinto podia aceder à FPF mas nega participação

Antigo advogado do criador do Football Leaks garante que "saltou fora" quando percebeu que Rui Pinto poderia cometer uma ilegalidade.

Aníbal Pinto assumiu que sabia que havia a possibilidade de Rui Pinto aceder ao sistema informático da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), mas garante que não cometeu qualquer ilegalidade. O antigo advogado de Rui Pinto foi ouvido esta manhã, na 2.ª sessão do julgamento do caso Football Leaks.

Aníbal Pinto, que está acusado de extorsão à Doyen, abordou a intenção do fundo de investimento de contratar Rui Pinto para aceder aos servidores da FPF.

O advogado afirma que não sabia se a Doyen queria contratar Rui Pinto para aceder ao sistema informático da FPF mas garante que, assim que percebeu que isso podia acontecer e que se tratava de uma ilegalidade, "saltou fora", porque "não compactuava com ilegalidades".

Aníbal Pinto foi confrontado pelo advogado da FPF, Pedro Barosa, e admitiu que quando Nélio Lucas, o antigo administrador da Doyen, falou na possibilidade de entrar no sistema informático da FPF, ficou "muito desconfortável e ciente que se tratava de uma ilegalidade".

Questionado ainda pela Doyen sobre se não achou estranho Rui Pinto pedir anonimato, Aníbal Pinto respondeu que, como advogado, não tinha de achar nada estranho, só tinha de saber se havia ilegalidades. O antigo advogado do pirata informático afirmou ainda que ia revelar a identidade de Rui Pinto quando o contrato entre o "hacker" e a Doyen fosse assinado.

Aníbal Pinto, que foi inquirido, esta manhã, pela procuradora Marta Viegas, do Ministério Público, reiterou que é inocente no processo.

O arguido frisou que assim que deu conta que havia indícios de crime, afastou-se e sublinhou que, desde o início, a sua posição foi: "Eu estou fora!"

Aníbal Pinto voltou, também, a acusar o advogado da Doyen, Pedro Henriques, de ter criado um esquema "nojento e escandaloso".

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