Comércio deixa de ter restrições de horários e restaurantes fecham à 01h00

António Costa adianta que "a restauração em geral" deve manter "as regras da lotação atuais e ocupação das mesas". Já o comércio "deixa de ter restrições específicas".

O comércio vai deixar de ter restrições de horários e os restaurantes poderão receber clientes até à meia-noite e encerrar à 01h00 a partir de 14 de junho, disse hoje o primeiro-ministro António Costa.

Durante a conferência de imprensa no final do Conselho de Ministros de hoje, o governante adiantou que "a restauração em geral mantendo as regras da lotação atuais e ocupação das mesas" terá o "horário alargado até a meia-noite para admissão de clientes e 01h00 para o encerramento das atividades".

Em declarações à TSF, o presidente da Associação Nacional de Restaurantes disse esperar esta decisão do Governo desde o início de maio. Daniel Serra adianta que estavam a ter dificuldade em explicar aos clientes as restrições em vigor que obrigavam ao fecho dos espaços às 22h30.

"É uma ajuda importante, porque ainda se mantém o distanciamento e daí ser necessário este tipo de alargamento e esta questão vem em boa hora porque a situação começava a estar insustentável junto dos clientes", explica, acrescentando que "os clientes estão a ter mais dificuldade em aceitar o cumprimento desta determinação das 22h30 e desta forma podemos a partir do dia 14 ficar aqui um bocadinho mais tranquilos e fazer as refeições com mais qualidade".

O presidente da Pro.var saúda também a decisão do governo, de permitir que nos concelhos com mais casos os restaurantes, cafés e pastelarias, aos fins de semana passem a puder fechar um pouco mais tarde (às 15h30).

"De facto, a limitação do horário ao final de semana, passar das 13h00 para as 15h30 era um pedido da Pro.var já muito antigo, nós temos vindo desde o ano passado a reclamar que essa medida não fazia qualquer tipo de sentido, porque provocava um certo ajuntamento junto aos restaurantes e também afastamento de outros clientes que queriam fazer uma refeição mais pausada. Aqui, digamos que são boas notícias para o setor e esperemos que não haja aqui um retrocesso", afirma.

O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, João Vieira Lopes, considera que as medidas anunciadas esta quarta-feira são "globalmente" positivas e realça, em declarações à TSF, que estamos "a aproximar-nos daquilo que pode considerar-se, em termos históricos, quase normal".

O fim do teletrabalho obrigatório é uma das novidades saudadas pelo responsável, que sublinha que a decisão vai dar alguma flexibilidade às empresas. Os elogios estendem-se também ao fim das restrições aos horários de funcionamento dos estabelecimentos comerciais.

João Vieira Lopes não deixa, no entanto, de manter as preocupações sobre a recuperação económica lenta e as dificuldades enfrentadas pelos empresários, pelo que diz esperar que os apoios não sejam cortados de forma repentina.

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou que o comércio "deixa de ter restrições específicas e passa a poder funcionar no horário para o qual está licenciado" a partir de 14 de junho. O primeiro-ministro alertou, no entanto, que, caso o nível de incidência se agrave, os concelhos em causa terão de recuar.

Assim, de acordo com o plano de desconfinamento, nos concelhos que, em duas avaliações consecutivas, registem uma taxa de incidência superior a 120 casos por cem mil habitantes nos últimos 14 dias (ou superior a 240 nos concelhos de baixa densidade), restaurantes, cafés e pastelarias terão o seu funcionamento permitido até às 22h30 e o comércio a retalho até às 21h00.

No caso dos concelhos que, em duas avaliações consecutivas, registem uma taxa de incidência superior a 240 casos por cem mil habitantes nos últimos 14 dias (ou superior a 480 nos concelhos de baixa densidade), restaurantes, cafés e pastelarias contarão com funcionamento permitido até às 22h30 ou 15h30 aos fins de semana e feriados.

A partir de 01 de maio, os restaurantes passaram a poder ter clientes tanto no interior como nas esplanadas.

Com esta fase, os limites de pessoas por mesa nestes estabelecimentos aumentaram para grupos de seis no interior e de dez pessoas nas esplanadas.

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