Comunidade ucraniana em Portugal preocupada com crise com a Rússia

À TSF, o presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal, diz ainda acreditar na via diplomática.

A comunidade ucraniana em Portugal está a acompanhar "com grande preocupação" a atual crise com a Rússia. À TSF, o presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal, diz ainda acreditar na via diplomática, mas considera a situação mais perigosa do que a de 2014, que culminou na anexação da Crimeia pela Rússia. As ambições da Rússia são o que mais preocupam o presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal.

"O Putin nunca vai largar a Ucrânia. (...) Claro que estamos todos todos muito preocupados sabendo que o Governo de Vladimir Putin é imprevisível", afirma Pavlo Sadokha.

Pablo Sadhoka considera que a atual tensão pode ser mais perigosa do que a anexação da Crimeia pela Rússia, em 2014 porque "a propaganda russa está a preparar o povo para uma guerra contra o mundo".

"A diferença entre 2014 e agora é que a Rússia está a dizer que dividimos o mundo, voltámos à Guerra Fria, e estamos à beira de uma terceira guerra mundial", sublinha.

O líder associativo acredita que o Ocidente consiga demover Putin de invadir a Ucrânia, mas está surpreendido com a recusa alemã em fornecer armas a Kiev: "Não percebemos este gesto da Alemanha. Sabemos que a Alemanha está muito dependente do gás da Rússia, mas chegou a altura de mudar a política, e de mudar esta dependência de um país que faz a sua política externa não através dos interesses económicos, dos interesses de viver em paz, mas pelas sondagens e pelo terrorismo".

Os Estados Unidos, Reino Unido e Canadá mandaram retirar parte do pessoal diplomático e famílias de Kiev, mas a Europa, Portugal incluído, quis esperar para ver, o que, para Pavlo Sadokha, é bom sinal.

"Achamos que não é preciso fazer mais alertas de que já está tudo perdido e de que a Ucrânia não vai conseguir defender-se. O facto de os diplomatas portugueses e das suas famílias continuarem na Ucrânia dá-nos confiança de que, talvez, vamos conseguir, via diplomática, ultrapassar este conflito", justifica.

Ainda assim, Pavlo Sadokha reconhece que a tensão na fronteira não vai passar: "Gostaríamos muito que o mundo conseguisse, via diplomática, evitar esta guerra, uma tragédia. Claro que estamos a tentar a fazer tudo, também como comunidade, a pedir aos países onde vivemos, como aqui em Portugal, para ajudar a Ucrânia, via diplomática, a convencer Putin a parar com esta agressão, mas sabemos que o Putin não vai largar a Ucrânia".

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