Depois da pandemia, Belcanto nos 50 melhores do mundo "é um presente e um virar de página"

Depois de meses de sacrifício na restauração devido à pandemia, o chefe português destaca a importância da distinção porque "vai dando força à gastronomia portuguesa".

O chefe José Avillez afirma que manter o Belcanto entre os 50 melhores restaurantes do mundo no ano em que o setor da restauração enfrentou muitas dificuldades tem um sabor especial.

O restaurante Belcanto voltou a fazer parte do The World"s 50 Best Restaurants, como anunciado esta terça-feira. O espaço, com duas estrelas Michelin, está no 42.º lugar e é o único restaurante português na lista liderada pelo Noma, de René Redzepi, em Copenhaga.

José Avillez acaba de chegar da Antuérpia, na Bélgica onde foi receber a distinção no The World's 50 Best Restaurants e confessa estar feliz pela distinção.

"De repente, estamos dentro de uma lista onde estão alguns dos meus ídolos de quando eu comecei a cozinhar, que admiro muito. De repente, fazer parte desse grupo é, de facto, alguma coisa única", afirmou à TSF.

O chefe português, que dedica a distinção à equipa, destaca a importância do galardão porque "vai dando força à gastronomia portuguesa", depois de meses de sacrifício.

"Na sequência de um ano e meio tão complicado, parece que é um presente que estamos a receber e espero que seja um virar de página de uma pandemia que deixou a restauração por momentos muito complicados", refere.

À TSF, José Avillez confessa que "foi muito complicado" enfrentar a pandemia porque o Belcanto "tem uma estrutura muito grande de pessoas, e é um restaurante que vive principalmente de clientes internacionais".

O chefe admite que tiveram de ser criativos, transformando menus e reduzindo preços, de forma a atrair novos clientes.

"Não ganhávamos dinheiro mas ajudávamos a pagar alguns dos custos fixos que continuaram sempre lá. Acima de tudo, queríamos manter toda a equipa. Fizemos um grande sacrifício para manter toda a equipa, para conseguirmos depois voltar mais fortes", afirma.

Com a pandemia mais controlada e com o aliviar das restrições, José Avillez afirma estar "agora em velocidade cruzeiro", acrescentando que acredita no rápido regresso ao normal. Ainda assim, o chefe defende que é preciso refletir sobre a situação dos trabalhadores da restauração.

"A restauração vai ter de se adaptar um bocadinho, tentar fortalecer as equipas e dar alguns benefícios, para conseguirmos continuar com gente neste setor. No mundo inteiro saíram milhares de pessoas da indústria da restauração. Mas, em termos de comportamento do cliente, acho que vai acabar por voltar muito rapidamente tudo ao normal", refere.

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