Esposende: S. Bartolomeu é terra de mar e presépios

Edição 2021 do "S. Bartolomeu do Mar: Terra de Presépios" atingiu um número recorde de presépios, que estão espalhados por 25 locais.

Setenta presépios brilham por estes dias nas ruas e becos da freguesia de S. Bartolomeu do Mar, em Esposende. A maioria são construções dos próprios habitantes da aldeia, que remetem para o presépio tradicional, com figuras de barros e musgo. A iniciativa nasceu há 15 anos para revitalizar uma tradição que já se estava a perder, com as famílias a optar por manter apenas a árvore de Natal.

Nesta edição "S. Bartolomeu do Mar: Terra de Presépios", promovida sempre pelo Centro Social da Juventude de Mar (CSJM), apoiada pelo seu jornal "Brisa de Mar", em parceria com a Junta de Freguesia e a paróquia, atingiu-se um recorde de presépios. "Tem vindo a crescer sempre de ano para ano. E é curioso que há 15 anos os pais faziam os presépios com os filhos e hoje essas crianças já são adultos e continuam a fazê-los", conta Manuel Azevedo, diretor do jornal "Brisa de Mar", um dos mentores daquela iniciativa.

Em 2020 foram construídos 60 presépios na localidade. Este ano são mais dez, espalhados por 25 diferentes locais. Estevão Abreu, presidente da direção do CSJM, garante que "uma caminhada de cerca de uma hora" basta para percorrer aquela que é "a freguesia rural mais pequena do país" e visitar todas as 70 construções. A maioria instaladas à porta das casas.

Fernando Cepa, que vive à face da Estrada Nacional 13, é um dos 1350 habitantes daquela aldeia de mar, que há 15 anos instala um presépio junto à estrada. "É um presépio pequeno, mas com todas as figuras presentes. O que importa é participar", refere.

No adro da igreja de S. Bartolomeu do Mar, está instalado o presépio da Comissão de Festas da romaria que todos os anos se realiza em agosto. É de grandes dimensões e reúne todos os critérios de uma construção tradicional: musgo e figuras de barro, desde Maria e José, aos reis magos, ovelhas, vaca, burro e até uma banda de música. A manjedoura está vazia.

"Onde está o menino?", pergunta a TSF.

E responde Manuel Azevedo: "Ainda não nasceu (risos). Aqui algumas pessoas, incluindo eu, só colocam o menino no presépio à meia-noite de 24 de dezembro."

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