Frente Comum mantém greve da função pública para 12 de novembro

De acordo com o coordenador da Frente Comum, o Governo pode responder a um conjunto de matérias constantes da proposta reivindicativa.

A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública não tenciona desconvocar a greve marcada para o próximo dia 12 de novembro.

Em declarações à TSF, Sebastião Santana, coordenador da Frente Comum, argumenta que, apesar do chumbo do Orçamento do Estado para 2022, o Governo está em condições de responder a algumas das exigências dos sindicatos.

"Não haverá motivos, à partida, para se desconvocar a greve. O Orçamento do Estado é um instrumento importante, mas há um conjunto de matérias constantes da nossa proposta reivindicativa comum que não tem nada a ver com o Orçamento. Mantendo-se o governo em funções, há aqui um conjunto de matérias a que é preciso e é possível dar resposta", considera, sublinhando que "os trabalhadores da administração pública continuam com um conjunto enormíssimo de problemas para resolver".

Sebastião Santana dá o exemplo de reivindicações que são prioritárias e a que é possível dar resposta, nomeadamente a precariedade, os dias de férias e questões relacionadas com valorização de carreiras.

A Frente Comum é o único sindicato da função pública nesta greve, marcada para dia 12 de novembro. A Fesap desistiu com o argumento de que a greve não faz sentido perante o chumbo do Orçamento e pediu ao Governo uma reunião para esclarecer o futuro do aumento do salário mínimo nacional.

O presidente da Fesap, José Abraão, explicou à TSF que decidiram não avançar com a greve porque não há a quem exigir medidas.

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