Governo diz que vagas no Ensino Superior "são suficientes, como têm sido"

Ministro Manuel Heitor sublinha que "há mais vagas do que candidatos" e reitera a autonomia das instituições para transferir entre cursos os lugares que ficarem por preencher.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, garante que as vagas para o acesso ao Ensino Superior deste ano "são suficientes, como têm sido", mas se o número de candidatos aumentar de forma específico, o ministério compromete-se a "trabalhar com as instituições como no ano passado".

A tutela anunciou um aumento de 934 vagas nas universidades e politécnicos públicos, no próximo ano letivo. O aumento refere-se aos lugares que estavam disponíveis no início do concurso, em agosto do ano passado, mas o Governo sublinha que, a meio do concurso, houve um acréscimo adicional de vagas para responder à enorme procura do ano passado.

Este ano, são 52.963 os lugares disponíveis para novos estudantes no ensino superior público. A oferta, explica o ministro, tem sido adaptada à "capacidade crescente dos portugueses, que estudam mais", numa altura em que metade dos jovens com 20 anos já estudam no Ensino Superior, sendo que o Governo quer 60% destes jovens a estudar a este nível em 2030.

Os cursos mais procurados podiam ter mais 672 vagas, mas só abriram 238, e as universidades argumentam que falta espaço. O ministro Manuel Heitor diz haver "respeito absoluto pela autonomia das instituições", algo que inclui a transferência de vagas entre cursos, num processo que compete apenas aos estabelecimentos de Ensino Superior.

"Sabemos que há mais vagas do que candidatos, por isso é também uma questão de opção para cada um dos estudantes", assinala o ministro, que quer sobretudo que os alunos "possam escolher o curso que preferem" em função do seu mérito.

Confrontado com os níveis de abandono no Ensino Superior, Manuel Heitor reconhece que são "elevados" - como também diz serem "noutros países" - e dependem "da dinâmica dos mercados de trabalho", algo que obriga também à "adaptação gradual e contínua dos métodos de ensino e aprendizagem" em articulação com os empregadores.

Há, exemplifica, uma "alteração radical" planeada em 2018 e com "cinco anos para adaptação" nos cursos das áreas das engenharias com mestrado integrado, que são agora divididos agora em três anos de licenciatura seguidos de dois de mestrado, para combater o "abandono precoce devido às durações elevadas".

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