Governo fez as contas. Prejuízos dos incêndios no Algarve somam mais de dois milhões de euros

Já foram entregues cerca de 20 toneladas de alimentos para os animais. O secretário de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Rural revela à TSF que ainda vão ser distribuídas mais cerca de 37 toneladas de rações.

O incêndio em Castro Marim, há um mês, provocou prejuízos de 2,3 milhões de euros. As contas ainda não estão totalmente fechadas, mas o Ministério da Agricultura revela à TSF que recebeu registos de 128 produtores afetados pelo incêndio que chegou também aos concelhos de Tavira e Vila Real de Santo António.

Um mês depois, Rui Martinho, secretário de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Rural, adianta que
o Governo já entregou quase 20 toneladas de rações para alimentar os animais e "também está em curso a distribuição de açúcar para ajudar à alimentação das abelhas".

Rui Martinho diz que ainda vai ser feita uma distribuição adicional de mais cerca de 37 toneladas de alimentos para os animais. "De seguida, aguardamos que a época dos incêndios termine e nessa altura abrimos uma medida que é a reposição do potencial produtivo para permitir que estes agricultores possam ser apoiados naquilo que é a componente do investimento", acrescenta.

No final da época de incêndios, o ministério da Agricultura vai abrir o concurso para apoiar os produtores na reposição de material e instalações afetadas pelas chamas. Ainda assim, Rui Martinho considera que este ano nem foi dos piores, em matéria de fogos.

"Não podemos usar o termo tranquilo quando falamos de incêndios, mas não foi nada comparado com alguns anos trágicos que temos todos na memória. O que houve foi a ocorrência de três incêndios que tiveram alguma expressão, mas apesar de tudo foi bastante menos do que aquilo que é habitual", refere.

Nos incêndios que começaram em Castro Marim, as culturas mais afetadas foram as de alfarroba, citrinos, abacates e oliveiras.

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