Greve parcial da CP no Porto com impacto na circulação de comboios até às 12h00 desta 2.ª feira

Esta greve não terá serviços mínimos e deverá ocorrer no período entre as 05h00 e as 08h30 desta segunda-feira. Os revisores e funcionários das bilheteiras reivindicam aumentos salariais.

Devido a uma greve parcial, sem serviços mínimos, dos revisores e dos funcionários das bilheteiras da CP - Comboios de Portugal, vai haver, na manhã desta segunda-feira, perturbações na circulação dos comboios urbanos do Porto.

"Por motivo de greve parcial convocada por uma Organização Sindical, para o período compreendido entre as 05h00 e as 08h30 de dia 23 de maio de 2022 [segunda-feira], podem ocorrer perturbações significativas na circulação dos comboios urbanos do Porto, com impacto previsto entre as 00h00 e as 12h00", divulgou a empresa em comunicado.

A CP acrescentou que "o Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social não decretou serviços mínimos para esta greve", lamentando "os incómodos causados aos seus clientes".

A empresa de transporte ferroviário "envidará todos os esforços para prestar o melhor serviço possível aos seus clientes, apesar dos constrangimentos decorrentes desta situação", segundo o comunicado.

É também recomendada pela CP "a obtenção de informação sobre o estado da circulação de comboios, através do contacto com os canais de informação da Empresa, cp.pt ou linha de atendimento - 808 109 110 (custo de uma chamada para a rede fixa nacional)".

O Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI) anunciou na quinta-feira duas novas greves parciais nas zonas urbanas de Porto e Lisboa neste mês, reivindicando melhorias salariais.

A greve parcial na zona urbana do Porto decorre entre as 05h00 e as 08h30 desta segunda-feira, enquanto a da zona urbana de Lisboa está prevista para o dia 27, entre as 17h00 e as 21h00, foi anunciado pela direção do sindicato, em comunicado.

O sindicato, que na CP representa a maioria dos trabalhadores do serviço comercial e transporte (revisores, trabalhadores das bilheteiras e as suas chefias diretas), considerou que o aumento de 0,9% da tabela salarial não é "um valor aceitável" face a contínua perda de poder de compra, "algo que já acontece desde 2019".

Os trabalhadores da CP fizeram na segunda-feira uma greve de 24 horas, para reivindicar aumentos salariais de 90 euros para todos os trabalhadores.

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