"Há mais saúde além da Covid." Costa diz que internamentos estão num nível "controlado"

O primeiro-ministro defendeu esta quarta-feira que o SNS não está sob pressão, apesar de o nível de contágios ser crescente. Costa também refletiu sobre estes dois anos de crise sanitária, e atirou: "Não desejo ao meu pior adversário que tenha de gerir o país em tempo de pandemia."

Hoje, mesmo com o nível de contágios, há uma menor pressão no SNS e um número "controlado" de internamentos", assevera o primeiro-ministro."Há mais saúde para além do Covid", disse ainda Costa, lembrando que não é possível ter sempre tantos recursos mobilizados para a testagem, como aconteceu há um ano, momento em que foram detetados milhares casos de infeção todos os dias.

António Costa admite, em entrevista ao programa "Casa Feliz", na SIC, a importância de manter a "humildade" no processo de aprendizagem quanto à pandemia, e volta a elogiar a "compreensão" e "espírito de solidariedade" dos portugueses, que têm mostrado ser muito responsáveis. "É motivo para os portugueses terem orgulho de si mesmos", diz o primeiro-ministro, justificando que, mesmo com "medos" e "receios", a população não hesitou quanto às medidas como a vacinação.

Exaltando as qualidades "coletivas" dos portugueses, o primeiro-ministro lamenta, no entanto, que os portugueses sejam mais autoconscientes dos defeitos do que das suas qualidades. "Esta é uma História coletiva... Não foi só um futebolista, aquele cientista... Temos de estar orgulhosos."

"Os portugueses têm um infinito bom senso", elogia, garantindo que, na rua, tem ouvido muitas vezes "obrigado" ao longo destes últimos dois anos.

"Os efeitos negativos da vacina, ao fim de um ano, já se teriam manifestado."

Quanto à vacinação das crianças, Costa diz ser "claramente importante" a inoculação desta faixa etária, que é altamente transmissora da doença, mesmo que não desenvolva casos graves de infeção. Há vários países que já estão a vacinar as crianças, argumenta. Como o vírus continua a circular, a probabilidade de aparecerem novas variantes é potenciada. A infeção de crianças é também um problema porque, de cada vez que acontece, há uma turma inteira que vai para casa, acrescenta. Após um ano de grandes golpes para a educação, este é também um fator que o primeiro-ministro considera advogar a favor da vacinação infantil, que deve começar nos 11 anos e deve ir descendo, atingindo mais tarde o grupo dos cinco anos. Já foram compradas as doses que se destinam este grupo, mas ainda não foi determinado o intervalo entre ambas as tomas.

As pessoas que recusam ser vacinas "felizmente são poucas, e têm de refletir", exorta o primeiro-ministro. Falando da desinformação e dos perigos das teorias da conspiração, Costa diz compreender alguns receios quanto à celeridade com que esta vacina foi desenvolvida, mas tranquiliza: a "enorme" amostra de portugueses vacinados, face às poucas reações adversas, deve falar mais alto.

"Aquilo que os portugueses nos pedem não é que nos queixemos", frisa o líder do Governo, numa referência à dificuldade com que lidou com todo este processo de superação da pandemia. "Se tive momentos difíceis? Não desejo ao meu pior adversário que tenha de gerir o país em tempo de pandemia."

António Costa diz não ter quaisquer dúvidas de que será necessário dar uma atenção reforçada à saúde mental, dado o impacto coletivo da pandemia.

Falando do isolamento das pessoas da terceira idade, António Costa nota ainda que há lares que estão a exigir um teste antigénio ou PCR para visita aos idosos institucionalizados. No entanto, a norma da DGS assinala que é possível fazer um autoteste, desde que seja feito na presença de um profissional de saúde que trabalhe no lar.
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