"Há uma escalada da extrema-direita." SOS Racismo avança com queixa contra grupo de nacionalistas

Mamadou Ba explica que o modo como aconteceu o protesto junto à sede da associação SOS Racismo reproduz as práticas de grupos de extrema-direita do Ku Klux Klan. Uma forma de intimidação e "terrorismo político".

A SOS Racismo vai apresentar queixa ao Ministério Público, depois de, no sábado à noite, um grupo de nacionalistas se ter juntado frente à sede da associação em Lisboa, com máscaras brancas a tapar-lhes os rostos e a carregando tochas.

Mamadou Ba, um dos dirigentes da SOS Racismo, explica que se trata de uma tentativa de ameaça. "É um ato de ameaça e intimidação e terrorismo político, incitamento à violência. A forma como foi feito, reproduzindo o modo do Ku Klux Klan, não deixa margem para dúvida de que estamos a assistir a uma nova escalada da extrema-direita. Os órgãos do Estado têm de intervir", considera Mamadou Ba.

O dirigente da SOS Racismo considera ainda que estes atos de protesto mostram que a extrema-direita está preocupada com o aumento do movimento antirracista. "Há um desespero da extrema-direita face ao crescimento do movimento antirracista" que leva estes grupos organizados a recorreram ao "uso da violência ou chantagem", defende.

A sede da associação tinha já sido vandalizada em julho com a frase "Guerra aos inimigos da minha terra".

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