Israelitas e brasileiros dominam pedidos de nacionalidade portuguesa

Por cada ucraniano a pedir a nacionalidade portuguesa, por exemplo, há sete israelitas a fazem o mesmo pedido.

Quadruplicou, de 2018 para 2019, o número de israelitas a pedirem a nacionalidade portuguesa. O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) revela no seu relatório anual, agora publicado, que emitiu no último ano 18.433 pareceres para israelitas que pediram a nacionalidade.

Em 2018, tinham sido 4.289, quase o dobro do que já tinha acontecido em 2017 (2.539). Na lista de pareceres emitidos pelo SEF por causa da nacionalidade lusa, apenas os brasileiros (22.928) ficam à frente dos israelitas que ultrapassam largamente os cabo-verdianos (apenas 6.472, cerca de um terço), angolanos (2.993, perto de um sexto) e ucranianos (2.738, quase um sétimo).

Nesse mesmo relatório o SEF detalha que o "crescimento acentuado de pedidos de nacionalidade de cidadãos oriundos de Israel e Turquia [1.629 pareceres emitidos], estará associado à publicação do aditamento ao Regulamento da Nacionalidade Portuguesa, de 2015, relativo à naturalização de estrangeiros que sejam descendentes de judeus sefarditas portugueses".

Em causa a mudança à legislação que permitiu atribuir a nacionalidade portuguesa aos descendentes de judeus sefarditas expulsos da Península Ibérica e de Portugal no final do século XV, há quase quinhentos anos.

O PS anunciou, entretanto, já em 2020, que pretende alterar, de novo, a lei, limitando esta atribuição da nacionalidade a judeus sefarditas para evitar abusos que estariam a ocorrer.

O PS quer exigir pelo menos dois anos de residência em Portugal, uma proposta que já foi bastante criticada.

Recomendadas

Patrocinado

Apoio de