Leiria-Fátima "de parabéns" com nomeação do bispo José Ornelas

Para António Marto, administrador apostólico da diocese de Leiria-Fátima, José Ornelas, "como Bispo de Setúbal e Presidente da Conferência Episcopal tem dado provas de uma experiência pastoral aliada a um dinamismo missionário duma Igreja próxima e em saída, capaz de tomar decisões corajosas e inovadoras, na linha do propósito de renovação do Papa Francisco".

O bispo de Leiria-Fátima, António Marto, considerou esta sexta-feira que a diocese está "de parabéns" com a nomeação de José Ornelas para seu novo bispo, frisando que é "uma personalidade reconhecida e muito estimada na sociedade civil e na Igreja".

O cardeal António Marto, que passa hoje a ser administrador apostólico da diocese, até à posse de José Ornelas como bispo titular, em 13 de março, adiantou, numa mensagem divulgada após o anúncio de nomeação do novo bispo pelo Vaticano, que o até agora titular da diocese de Setúbal "vem encontrar uma Igreja viva e ansiosa de renovação missionária, que o vai acolher de coração e braços abertos".

"Cada bispo que chega traz carismas diferentes e complementares, escreve uma nova página, inscreve um novo recomeçar. O senhor D. José Ornelas traz consigo uma riqueza enorme e única para imprimir um novo impulso à renovação pastoral da Diocese e do Santuário de Fátima. Como missionário dehoniano, e, depois, Superior Geral, durante dez anos, da Congregação dos Padres Dehonianos, é portador de uma enriquecedora visão e experiência universal da Igreja e do mundo na diversidade dos cinco continentes", escreve o cardeal Marto.

Para o agora administrador apostólico da diocese de Leiria-Fátima, Ornelas, "como Bispo de Setúbal e Presidente da Conferência Episcopal tem dado provas de uma experiência pastoral aliada a um dinamismo missionário duma Igreja próxima e em saída, capaz de tomar decisões corajosas e inovadoras, na linha do propósito de renovação do Papa Francisco".

Quanto à sua substituição, António Marto é pragmático, ao afirmar que "na vida (...) há um tempo para começar e um tempo para terminar, um tempo para chegar e um tempo para partir, um tempo para falar e um tempo para calar".

"Neste sentido, ao aproximar-se a idade que o direito canónico estabelece como limite destas funções e consciente também de maior limite das forças físicas e anímicas para exercer adequadamente o cargo, face às exigências pastorais da Diocese e do Santuário de Fátima, apresentei ao Santo Padre o pedido de renúncia ao governo pastoral da Diocese, quando completei 74 anos. Quero agradecer, profundamente reconhecido, a compreensão tão paternal, tão amiga e afetuosa do Papa Francisco, manifestada pessoalmente, quando lhe apresentei o meu pedido", escreve na mensagem.

Quanto ao legado que deixa, considera que "as realizações ficam aquém das aspirações".

No texto, o cardeal António Marto assegura que na sua função não buscou "honras nem aplausos".

"Todavia, levo uma riqueza que não trocaria por todo o ouro do mundo: o coração cheio de nomes e rostos, que são os vossos, sobretudo dos 'meus amiguitos e amiguitas' [forma como se dirige às crianças nas suas celebrações]. E levarei comigo o título mais honroso: o de bispo emérito de Leiria-Fátima! Como levarei sempre comigo, gravada na retina da alma e do coração, a imagem de Nossa Senhora de Fátima, querida e terna Mãe, e dos santos Pastorinhos, de quem tenho recebido tanta ternura e tantas graças", conclui o cardeal António Marto.

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