Madeira volta à contingência. Máscaras obrigatórias, vacina e teste exigidos em conjunto

Acesso a eventos no setor público ou privado obriga a vacinação e testagem semanal. Uso da máscara também volta a ser obrigatório.

A Região Autónoma da Madeira vai entrar em situação de contingência este sábado de modo a combater o aumento do número de casos de infeção por SARS-CoV-2, anunciou esta quinta-feira o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque. O uso de máscara na rua volta a ser obrigatório e a apresentação de comprovativos de vacinação e testagem é necessária para acesso à maioria dos eventos, numa tentativa de que a quadra de Natal possa ser vivida com "responsabilidade e moderação, de forma a manter a segurança de todos".

"Esta situação de contingência entra em vigor às 00h00 do dia 20 de novembro, o próximo sábado, considerando a evolução da pandemia na Europa e do mundo", bem como o aumento de casos em vários países e em especial na região autónoma. O aumento dos internamentos, o número de doentes em Cuidados Intensivos, das mortes, a taxa de vacinação e a importância da testagem massiva são também fatores citados pelo Governo Regional.

Mantém-se a obrigatoriedade de todas as medidas de proteção e regressa o uso obrigatório de máscara, explicou Miguel Albuquerque, que recomenda "novamente a vacinação a todos os cidadãos com mais de 12 anos, inclusive, de acordo com o esquema vacinal recomendado".

A população vai ser testada semanalmente e de forma massiva com "teste rápido antigénio" gratuito, de modo a controlar a infeção na população.

A apresentação de um comprovativo de vacinação ou testagem passa a ser requisitada para "acesso a qualquer evento" ou atividade setor público ou privado, "desporto, restaurantes, hotéis, cabeleireiros, ginásios, bares, discotecas, eventos culturais, cinema, atividades noturnas, jogos, casinos e outras atividades sociais semelhantes".

Nos lares, passa a ser permitida apenas uma visita - obrigatoriamente testada e vacinada - por residente e é obrigatória a testagem semanal de funcionários e residentes. Os convívios nestas estruturas só podem ser feitos por pessoas vacinadas e testadas semanalmente.

Nos supermercados e grandes superfícies recomenda-se também a vacinação ou testagem, sendo assim um dos poucos contextos em que não são obrigatórios ambos os atos médicos. O mesmo se aplica a parques de diversões e atividades de Natal, com a ressalva de que "crianças com menos de dois anos deverão apenas ser testadas" e as crianças até aos dez anos devem fazer "teste de saliva".

Nos aeroportos e portos "mantém-se a recomendação da resolução anterior": os vacinados ou recuperados devem repetir o teste ao "quinto ou sétimo dia" no caso de residentes, estudantes, emigrantes e respetivos familiares.

Os residentes não vacinados "serão orientados para a vacinação" mas, se escolherem não o ser, "não podem participar nos eventos enumerados", mesmo que realizem testes rápidos de antigénio.

Em declarações à TSF, Miguel Prudêncio, investigador do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, defendeu que em contexto, por exemplo, de idas a restaurantes ou cabeleireiros, "o certificado de vacinação devia ser suficiente uma vez que não são contextos em que haja uma exposição e um contacto próximo com uma população de alto risco".

Já em visitas a lares ou em contactos próximos com pessoas idosas, "a realização de um teste e um resultado negativo nesse dá uma tranquilidade diferente na proximidade".

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de