"Marinha tem meios adequados para estas operações." Em 2021, foram salvas 562 vidas no mar

O comandante Miguel Algarvio adianta à TSF que estes números estão "em linha" com os do ano anterior, sublinhando "a forte cooperação com a Força Aérea Portuguesa e o INEM".

A Marinha Portuguesa coordenou, durante o último ano, 420 ações de busca e salvamento, que culminaram em 562 vidas salvas. O comandante Miguel Algarvio, chefe da divisão de operações do comando naval, sublinha, em declarações à TSF, que a taxa de eficácia superou os números anteriores.

Estas ações de salvamento "estão em linha com o ano anterior". "Nós este ano conseguimos superar a taxa de sucesso de 99%. O ano passado cifrou-se em cerca de 98,7%", avança Miguel Algarvio.

O comandante considera que "a Marinha tem os meios adequados para este tipo de operações". "A espinha dorsal é, sem dúvida, a forte cooperação com a Força Aérea Portuguesa e, em termos de apoio médico, o Instituo Nacional de Emergência Médica", refere.

No entanto, admite que "se tivéssemos mais meios", a instituição conseguiria "conferir uma maior resiliência ao sistema".

Segundo uma nota publicada na página da 'internet' da Marinha, a coordenação das 420 ações de buscas foi realizada através dos Centros de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa, de Ponta Delgada (Açores) e do Subcentro do Funchal (Madeira).

A mesma nota refere que a maioria das ações foi coordenada pelo Centro de Coordenação de Busca e Salvamento de Lisboa (276), das quais resultou o resgate de 442 pessoas.

"A taxa de eficácia do serviço de busca e salvamento marítimo ultrapassa os 99%, o que constitui uma referência internacional e um exemplo da excelente cooperação operacional", destaca a nota da Marinha.

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