Matrículas de alunos passam a ser quase todas automáticas. Ataques informáticos afetam sistema

O ministro da Educação justifica a lentidão do sistema com sucessivos ataques informáticos. Só quem muda de ciclo está obrigado a efetuar a matrícula.

A maioria das matrículas dos alunos para o próximo ano letivo vai ser automática, à exceção das transferências de escola, anunciou esta terça-feira o Ministério da Educação, que diz que o Portal das Matrículas foi "alvo de ataques informáticos".

"As renovações de matrícula para os 2.º, 3.º, 4.º, 6.º, 8.º, 9.º, 11.º e 12.º anos passam a processar-se de forma automática, com exceção das transferências de estabelecimento de ensino", refere o gabinete de imprensa do Ministério da Educação numa nota enviada para a Lusa.

O Portal das Matrículas passa agora a ser utilizado apenas pelas famílias cujos filhos vão mudar de ciclo - ou seja entram para o 5.º, 7.º e 10.º anos - ou nas situações em que pretendam mudar de escola.

As dificuldades de acesso ao Portal das Matriculas levou a muitas queixas junto do Ministério da Educação, que decidiu prolongar o prazo das inscrições.

Esta terça-feira, a tutela explica que, além do elevado fluxo de acessos - houve dias em que foram "ultrapassadas as 100 mil matrículas" -, o portal foi alvo de ataques informáticos.

"Além do fluxo de acessos, associado a páginas conexas ao Portal das Matrículas que estiveram em baixo, registaram-se ataques informáticos de elevada complexidade, que estão a ser acompanhados pelo Centro Nacional de Cibersegurança, e que provocaram graves bloqueios no sistema", refere o ME.

Segundo o Ministério, neste momento, já estão "concluídas cerca de 70%" das matrículas e agora com o sistema automático e consequente redução de fluxo ao Portal, o ME acredita que deverá "melhorar a acessibilidade da página, para quem tenha de efetuar a matrícula por essa via".

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