Médicos de família a fazer partos? Hospital de Cascais garante que cumpre todas as regras

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul denuncia a intenção da administração do Hospital de Cascais de recorrer a uma empresa de trabalho temporário para contratar médicos de Medicina Geral e Familiar para substituir 5 obstetras que saíram recentemente. Há risco para as grávidas, avisa o sindicato.

Em comunicado, o Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS) avisa que "está em risco", a "qualidade da prestação de cuidados à saúde da mulher e da grávida, num hospital que se recusa a assumir as falhas de pessoal e vai tentando colmatar, através de profissionais que não são da especialidade".

Na TSF, João Marques Proença, dirigente sindical, explica que, recentemente, saíram cinco obstetras, por isso, nas últimas semanas a urgência de obstetrícia tem estado a funcionar a meio-gás, com um número de profissionais inferior ao previsto, que é de quatro especialistas em presença física.

E, para resolver a falta de obstetras, o Hospital de Cascais quer substituir esses 5 obstetras que saíram por médicos de clínica geral, colocando-os na urgência de obstetrícia. O sindicato considera que é um risco para as grávidas e para as mulheres que precisarem de intervenções a nível ginecológico.

O SMZS lembra que a urgência obstétrica de Cascais faz mais de 2.200 partos por ano.

Em resposta enviada à TSF, o Hospital de Cascais esclarece que "respeita os recursos mínimos obrigatórios de especialistas para manter aberta a Urgência de apoio Perinatal, com mais de 2200 partos/ano: quatro especialistas em presença física".

"O Hospital de Cascais reforça ainda que não tem na Urgência de Ginecologia/Obstetrícia médicos da especialidade de Medicina Geral e Familiar, ou de qualquer outra especialidade que não a referida", lê-se na nota que refere, ainda, que "não obstante as dificuldades de contratação, o Hospital de Cascais sempre manteve o cumprimento dos referidos requisitos obrigatórios".

"O Hospital de Cascais está ainda em condições de garantir que o referido processo de recrutamento já foi suspenso e resolvido, não tendo resultado na contratação de nenhum profissional de outra especialidade para o serviço de Ginecologia e Obstetrícia", indica o comunicado, que acrescenta que o hospital em causa já entrou em contacto com o Sindicato dos Médicos da Zona Sul para esclarecer o sucedido.

Notícia atualizada às 14h52

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