"Suspendemos o isolamento para votar, mas o vírus não suspende a sua atividade"

O pneumologista Filipe Froes lembra, em declarações à TSF, os eleitores para manterem os cuidados e evitarem novas infeções.

Os eleitores em isolamento vão poder sair de casa para votar nas eleições legislativas marcadas para o dia 30 de janeiro. A ministra da Administração interna, Francisca Van Dunem, anunciou ao início da tarde desta quarta-feira explicou que o parecer da PGR aponta no sentido de "os eleitores que se encontrem em confinamento obrigatório podem sair do local de confinamento, no dia 30, para exercer o direito de voto".

Para o pneumologista Filipe Froes, a decisão está correta, mas lembra que continua a existir o risco de infeção: "Não esquecer que o vírus não suspende a sua atividade. Nós suspendemos o isolamento para votar, mas o vírus não suspende a sua atividade."

O coordenador do grupo de crise da Ordem dos Médicos para a pandemia pede às pessoas o "cumprimento rigoroso das regras, nomeadamente o uso de máscara".

"Idealmente deveria ser uma máscara FP2, com maior eficácia. Lavagem das mãos, distanciamento de segurança de pelo menos dois metros, pelo que evitaria a utilização de transportes públicos, e respeitar o horário de votação. E acrescentaria ainda, por uma questão não só de segurança dos outros, mas também do próprio, quem tem febre que não ceda aos antipiréticos ou quem tiver muita tosse, deve abster-se de ir votar", recomenda.

Questionado sobre a possibilidade da existência de circuitos fechados para os infetados, Filipe Froes diz que "isso é muito bem visto": "De acordo com as previsões do Instituto Superior Técnico e da Ordem dos Médicos, é expectável que cerca de 180 mil a 250 mil pessoas vão querer votar nestas condições. Portanto, se as pessoas nestas condições vão votar no horário específico, a minha recomendação é que quem quer votar e não estiver infetado, deve evitar esse horário, para evitar cruzamentos e risco de infeção."

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