Onze migrantes detidos após desordem no aeroporto. Vão ser acusados de motim e sequestro

Cidadãos marroquinos já tinham tentado fugir e voltaram a fazê-lo quando foram informados que vão permanecer no estabelecimento de instalação temporária por mais um mês.

Onze imigrantes foram detidos, esta quinta-feira, devido a um motim no aeroporto do Porto. Os cidadãos marroquinos estão no Centro de Instalação Temporária no Porto, depois de terem desembarcado ao largo da Praia de Vale do Lobo, a 15 de junho, foram notificados de que iriam permanecer no estabelecimento por mais 30 dias e reagiram de forma violenta.

Os cidadãos marroquinos vão ser presentes a tribunal "indiciados pela prática dos crimes graves de motim, sequestro, dano qualificado e ameaça e coação a funcionários", segundo o SEF.

Há cerca de um mês, três destes migrantes já tinham fugido do Centro de instalação do aeroporto Sá Carneiro e, na altura, foram localizados de imediato e levados de volta para o centro, onde estão há quase dois meses.

Esta quinta-feira, depois de ser notificados pelo SEF da decisão do Tribunal de Loulé, destruíram "portas, vidros, tubagens", o que levou à intervenção da PSP e ao encerramento do local. Acácio Pereira, do Sindicato de Inspetores do SEF fala em "enormes danos materiais" e em "tentativas de agressão a funcionários e a outros instalados que estavam no local".

Acácio Pereira refere que os indivíduos tiverem "sempre um comportamento algo violento", mas admite que "estes espaços não são adequados para a permanência destes cidadãos por longos períodos".

O sindicalista não considera que isso "justifique o que se passou", mas realça que "esta situação tem de ser repensada e adequada às necessidades" e pede que o Governo crie condições.

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