Pandemia em Portugal perde força, mas mortalidade deve continuar a aumentar

Paradoxo explica-se com menos casos na população portuguesa, mas mais casos entre os maiores de 80 anos.

A mortalidade por Covid-19 em Portugal é considerada "elevada" e deve manter-se elevada ou mesmo aumentar nas próximas semanas devido ao aumento de novas infeções acima dos 80 anos.

A conclusão é do relatório das linhas vermelhas da Direção-Geral da Saúde (DGS) que revela, contudo, que a pandemia está a perder força, registando uma "tendência decrescente a nível nacional, mas ainda crescente nas regiões Centro e Alentejo", apesar de ainda existir, no geral, "uma atividade epidémica de SARS-CoV-2 de elevada intensidade".

Resultado da referida tendência decrescente, o país tem agora 357 novos casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, e apenas o Algarve fica acima do limiar de 480 (mais precisamente, 869).

A tendência anterior de desaceleração da pandemia está, contudo, a ser afetada por um dado relevante: o grupo etário acima dos 80 anos é o único que mantém uma tendência de crescimento de casos em relação às últimas semanas, apesar destes serem os mais vacinados e aqueles que apresentam uma taxa de incidência de novas infeções mais baixa (168 novos casos por cada 100 mil habitantes).

Razões que levam o relatório a dizer que a "tendência" anterior entre os maiores de 80 anos pode traduzir-se no aumento de internamentos e de mortes nas próximas semanas, sabendo-se que os idosos são uma população de maior risco.

O relatório refere igualmente que "a pressão sobre os cuidados de saúde dá indicação de estabilização ou início de diminuição", mas "a mortalidade por Covid-19 manter-se-á provavelmente elevada nas próximas semanas, dado o aumento de casos de infeção por SARS-CoV-2 acima dos 80 anos".

Nos cuidados Intensivos os números também têm descido, registando-se agora uma ocupação de 77% das camas disponíveis para doentes com Covid-19 em Portugal Continental - menos 5 pontos percentuais que há uma semana -, com destaque para Lisboa e Vale do Tejo onde a linha vermelha de camas de intensivos já foi ultrapassada - 106 doentes para apenas 103 camas.

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