Para que diabéticos voltem ao trabalho tem de haver condições de segurança

Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal alerta que médicos passem baixa quando não estão garantidas as condições necessárias.

Os diabéticos e hipertensos voltaram a integrar a lista de doentes crónicos que beneficiam do regime especial de proteção por causa da Covid-19, após a alteração à lei publicada esta terça-feira em Diário da República.

O presidente da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal aplaude a medida e lembra que a solução não pode ser deixar os doentes em casa, alertando para a necessidade de haver segurança no transporte e trabalho.

"Muito mais do que o direito faltar é o direito às condições que a higiene e segurança quer no transporte quer no local de trabalho", afirmou, realçando que se essas condições forem dadas acredita "que a grande maioria das pessoas com diabetes, tal como têm feito, irão trabalhar porque estão empenhadas exatamente em não serem discriminadas ou segregadas e serem produtivas como cidadãos de primeira classe em Portugal".

O presidente da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal considera que ainda há muito por fazer nesta área e alerta que as pessoas precisam de "campanhas esclarecedoras", junto das pessoas e da sociedade.

Com as alterações à lei, nas situações mais complicadas os diabéticos que não possam ficar em regime de teletrabalho ​​​​​​​têm direito a faltas justificadas ao emprego, mas essas faltas só serão remuneradas durante 30 dias. A partir desse momento, ficam dependentes de uma baixa passada pelo médico de família ou assistente.

"O médico pode passar uma baixa porque não existem condições para essa pessoa, implica que está a defender a promover a saúde dos seus doentes e, portanto, apelamos aos médicos a compreensão dessas situação", conclui.

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