Prédio Coutinho já está a ser demolido mas cinco proprietários ainda não aceitaram indemnizações

A desconstrução vai custar 1,2 milhões de euros e vai estar concluída em março de 2022.

O prédio Coutinho já está a ser demolido e deverá desaparecer por completo da paisagem de Viana do Castelo em março de 2022. Apesar dos trabalhos em curso, há ainda cinco proprietários que não aceitaram as indemnizações propostas pela expropriação das suas habitações. O administrador da sociedade Viana Polis, Tiago Delgado, afirma que os referidos processos estão em fase de conclusão por decisão judicial. "É residual porque das 105 frações [do edifício] estamos a falar em cinco", comentou esta terça-feira numa visita ao prédio aberta à imprensa, adiantando que o desmantelamento do edifício já decorre a bom ritmo, com retirada de todos os materiais interiores. E, em novembro, em princípio nos primeiros dias, começará a demolição pesada.

Para salvaguardar o bom curso dos trabalhos em pleno centro histórico de Viana do Castelo, o perímetro de segurança ao redor do prédio Coutinho vai ser alargado. "Temos aqui [ao lado do edifício] uma igreja muito antiga, ruínas e esta é uma demolição que ao contrário de outras como as Torres de Troia e o Bairro do Aleixo, é em plena malha urbana. E vai haver aqui muitos camiões, ruído e um edifício de grandes dimensões a ser desmantelado, pelo que a segurança é constantemente avaliada", declarou o responsável da empresa de demolição (Baltor), Cláudio Costa.

A demolição do Edifício Jardim, que ficou vulgarmente conhecido por 'prédio Coutinho', em alusão ao seu já falecido construtor, Fernando Coutinho, estava prevista desde o ano 2000. Sucessivos processos judiciais dos moradores fizeram arrastar o processo até agora. A operação em curso está orçada em 1,2 milhões de euros.

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