Transferência de utentes do lar de Marvila só deve estar concluída no final de setembro

Quanto aos 79 trabalhadores do lar, o Instituto da Segurança Social diz que está também a trabalhar para que não fiquem no desemprego.

O Instituto da Segurança Social (ISS) diz que dentro de dois dias muitos utentes do lar de Marvila ainda vão estar naquela instituição. O lar gerido pela Fundação D. Pedro IV tem encerramento marcado para dia 27 de agosto, mas a data terá de ser adiada.

Ouvida pela TSF, Ana Vasques, vogal do conselho diretivo do Instituto de Segurança Social, diz que a transferência está a ser tratada, mas não será concluída antes do final do próximo mês.

"Temos soluções para os utentes. No entanto, nós temos de garantir que a transição decorre da forma mais pacífica e segura possível. Portanto, a nossa preocupação tem sido sempre garantir a saúde, o bem-estar e a estabilidade dos utentes neste processo. Portanto, o ISS tem estado em contacto permanente com a fundação para fecharmos os termos daquilo que é a operacionalização da transferência dos utentes de forma que ela ocorra até ao final de setembro", avança.

O lar de Marvila tem 130 utentes e neste momento apenas 15 foram transferidos. Ana Vasques adianta que o processo é mais lento por causa do novo coronavírus: "Face a situação de pandemia não é possível fazer um processo massivo de retirada de pacientes e de utentes. É preciso testar os utentes, é preciso garantir todas as normas e procedimentos de segurança quer à saída da instituição, quer à chegada das novas instituições."

A TSF tentou confirmar junto do presidente da fundação D. Pedro IV o adiamento do encerramento do lar, mas até ao momento sem sucesso.

Quanto aos 79 trabalhadores do lar, o Instituto da Segurança Social diz que está também a trabalhar para que não fiquem no desemprego.

"Também temos uma grande preocupação relativamente aos trabalhadores. Neste sentido, já tivemos oportunidade de transmitir ao sindicato o compromisso de garantir que todos os trabalhadores do lar têm uma alternativa noutras instituições, nomeadamente na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, após o final do contrato com a fundação", garante.

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