Transtejo anuncia mais supressões de carreiras fluviais entre Almada e Lisboa

São suprimidas cinco ligações em cada sentido da travessia a partir das 13h35 desta terça-feira e até às 15h47.

A Transtejo alertou esta segunda-feira para a interrupção temporária do transporte de veículos entre Trafaria (Almada) e Belém (Lisboa) na terça-feira, mantendo a suspensão da ligação fluvial entre Cacilhas e Lisboa nas noites desta segunda-feira e de sexta-feira.

No seu site na internet, a empresa que gere os transportes fluviais entre Lisboa e a margem sul do Tejo explica que, "por motivo de falta de recursos humanos operacionais, não é possível garantir a realização de todas as carreiras previstas", prevendo-se para esta segunda-feira e para a próxima sexta-feira uma interrupção do serviço no período noturno.

Assim, esta terça-feira, há supressões nas ligações Cacilhas-Cais do Sodré entre as 13h35 e as 15h47.

As últimas carreiras previstas para esta segunda-feira e para sexta-feira realizam-se às 21h27 no sentido Cacilhas - Cais do Sodré e às 21h40 no sentido Cais do Sodré - Cacilhas.

As primeiras carreiras após a interrupção deverão já ocorrer na terça-feira e no sábado, estando o reinício previsto para as 00h05 entre Cacilhas e o Cais do Sodré e para as 00h20 entre o Cais do Sodré e Cacilhas.

A Transtejo/Soflusa (TTSL) anunciou também a interrupção temporária, entre as 10h00 e as 16h30, do serviço de transporte de veículos entre Trafaria - Porto Brandão - Belém.

A última carreira antes da interrupção parte da Trafaria às 09h30 e a primeira carreira após a interrupção parte de Belém às 16h30.

As perturbações dos serviços entre Lisboa e os municípios da margem sul, no distrito de Setúbal, servidos por transporte fluvial têm sido frequentes em setembro e outubro, atingindo o Montijo, o Seixal e Cacilhas e Trafaria, em Almada.

No passado fim de semana foi afetada a ligação entre Lisboa e o Montijo, com a suspensão do serviço no sábado, a partir das 13h00, e da carreira Cais do Sodré - Montijo, no horário das 21h30 de domingo.

Contactado pela Lusa, o Ministério do Ambiente e da Ação Climática salientou hoje "nada ter a acrescentar, neste momento", sobre esta situação.

Na sexta-feira, o ministério alertava para a existência de "transportes alternativos enquanto durarem os constrangimentos operacionais", referindo-se à supressão de carreiras fluviais na ligação Lisboa - Montijo, salientando que "continua a procurar uma solução definitiva para os constrangimentos operacionais que afetam as ligações fluviais na área metropolitana de Lisboa".

Quanto ao Montijo, que este mês já teve perturbações em três dias distintos, o ministério salientou que "os detentores de passagens válidas poderão, no caso de supressão da ligação, usar um serviço rodoviário dedicado, que fará a ligação ao terminal do Barreiro" e daí "usar a ligação fluvial entre esta cidade e Lisboa".

A Lusa voltou hoje a contactar a Transtejo para mais esclarecimentos, mas não obteve resposta.

O Governo, a empresa e os sindicatos subscritores do Acordo de Empresa reuniram-se na passada semana para "encontrar soluções que permitam alcançar o desejado acordo" para que a situação seja ultrapassada, o que ainda não aconteceu.

A Transtejo assegura as ligações fluviais entre o Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão, no distrito de Setúbal, e Lisboa, enquanto a Soflusa é responsável por ligar o Barreiro à capital.

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