Vacinas devem ser autorizadas para maiores de cinco anos até ao fim do ano

Fármacos da Pfizer, Moderna, Astrazeneca e Janssen têm ensaios em crianças programados.

As quatro vacinas contra a Covid-19 que estão, atualmente, a ser administradas na União Europeia devem ter, até ao final do ano, autorização de segurança para administração a maiores de cinco anos de idade.

Na reunião entre políticos e especialistas que decorreu esta quinta-feira, Fátima Valente, do Infarmed, explicou que todos os medicamentos submetidos para aprovação devem ser alvo de um estudo para avaliação da indicação pediátrica.

Neste âmbito, as vacinas da Pfizer, Moderna, Astrazeneca e Janssen têm ainda ensaios em crianças programados, mas prevê-se desde já que, até ao final do ano, "seja submetida uma extensão" das autorizações de segurança para maiores de cinco anos de idade.

Nas mãos da Agência Europeia do Medicamento está também uma avaliação sobre uma possível dose de reforço da vacina da Pfizer, "seis meses depois da segunda dose" em maiores de 16 anos.

Esta avaliação será feita com recurso a um ensaio clínico que envolve 300 adultos com sistema imunitário saudável e "espera-se uma conclusão nas próximas semanas".

Estão também em avaliação doses adicionais para as vacinas Comirnaty (Pfizer) e Spikevax (Moderna), que devem servir para reforçar a resposta imunitária de pessoas imunossuprimidas.

A nível europeu, há ainda cinco vacinas "em avaliação" e que, para já, não pediram formalmente a introdução no mercado: Novavax e Sanofi, de base proteica, CureVac, com base em mRNA - estas três estão já inseridas nos contratos da União Europeia -, Sputnik V, de vetor viral e a vacina da Sinovac, com vírus inativado.

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