Verme de fogo no Algarve: a lagarta marinha que provoca irritação e queimaduras na pele

O NEMA, projeto Novas Espécies Marinhas do Algarve, pede a colaboração dos centros de mergulho para fotografarem a espécie.

Parece uma lagarta, mas pode causar irritação na pele se for tocada. Hermodice Carunculata é o seu nome científico e o NEMA, o projeto Novas Espécies Marinhas do Algarve criado pela Universidade do Algarve há cerca de dois anos, pede a quem vir o verme de fogo para o fotografar e enviar os dados.

"É uma espécie de minhoca, uma poliqueta que tem pelos ao longo do corpo e que, se estiverem em contacto com a nossa pele, causam urticária, dor e sensação de queimadura", explica o investigador João Encarnação.

Neste mês de agosto, o Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve, que criou este projeto, pediu a cinco centros de mergulho ajuda para encontrarem, fotografarem e identificarem os locais onde encontram o verme de fogo. Esta espécie já existia nas ilhas da Madeira e Açores, mas começou a ser avistada no continente em anos mais recentes.

Desde que foi criado há dois anos, o NEMA, com a ajuda de quem descubra e queira identificar as espécies, tem encontrado novas categorias marinhas que têm sido vistas e reportadas, quer por mergulhadores, quer por pescadores.

Algumas são invasoras, como o caranguejo azul ou a corvinata real (originárias do leste dos Estados Unidos). Outras só eram avistadas em águas mais quentes.

"Quanto ao caranguejo azul, a informação que tínhamos é que já existia na Ria Formosa e no Guadiana, mas percebemos que ele já existia ao longo da Costa", conta João Encarnação.

Há outras espécies que são subtropicais e que, com o aumento da temperatura, têm vindo a migrar para Norte e aparecem na costa do Algarve.

Quem quiser , pode enviar fotos e dados sobre novas espécies que encontre para o site do NENA ou para NEMAlgarve@gmail.com

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