A espantosa realidade das coisas

“A espantosa realidade das coisas é a minha descoberta de todos os dias”
No magazine semanal de Fernando Alves, o sociólogo Paulo Pedroso observa a superfície e o fundo dos grandes temas da sociedade global. A investigadora Rita Figueiras promove a literacia da comunicação política. E a repórter Teresa Dias Mendes regista sinais fortes dos dias que passam.
Aos domingos, depois das 13h00

O futuro do trabalho na transição digital

Nesta edição do programa "A Espantosa Realidade das Coisas" convidamos Helena Lopes, professora catedrática do departamento de economia política e directora do mestrado em políticas de desenvolvimento de recursos humanos do ISCTE, a partilhar com o comentador residente, o sociólogo Paulo Pedroso, os seus dois mais recentes artigos no jornal Público.

Num desses artigos, intitulado "Proteger-se do delírio", Helena Lopes começa por citar Simone Weil: "O trabalho é uma escola da razão; ao confrontar-nos com a realidade, protege-nos do delírio". A que delírio se referem ambas?

Esta pergunta é o gatilho para uma reflexão sobre o futuro do trabalho no contexto da transição digital. O trabalho já não tem futuro fora desse contexto, pergunta o editor do magazine dos domingos?

Nesse artigo Helena Lopes refere-se ao "desgraçado Livro Verde sobre o Futuro do Trabalho". É inevitável a pergunta: Desgraçado porquê?

Na verdade, o artigo não desvaloriza a importância das reflexões contidas no Livro Verde que está a ser discutido em sede de concertação social. Mas avisa para uma espécie de aceitação de que a transição digital possa correr sem freio e sem regulação.

E formula um outro receio: o de que a tradicional divisão do trabalho (entre trabalho intelectual e trabalho com maior exigência física) seja agora acentuada com a separação do espaço físico expressa por exemplo no aumento do tele-trabalho. Estamos perante uma noção de trabalho em que a ideia do outro se desvanece quando não desaparece mesmo....

Daí a pergunta feita à professora Helena Lopes sobre se o trabalho manual e relacional (como o define) está a ser cada vez mais desconsiderado e desvalorizado.

O programa termina com uma conversa entre a jornalista Teresa Dias Mendes e o poeta Nuno Júdice, recentemente distinguido com o Grande Prémio de Poesia Maria Amália Vaz de Carvalho pelo livro "Regresso a um cenário campestre" editado o ano passado pela Dom Quixote.

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