A espantosa realidade das coisas

“A espantosa realidade das coisas é a minha descoberta de todos os dias”
No magazine semanal de Fernando Alves, o sociólogo Paulo Pedroso observa a superfície e o fundo dos grandes temas da sociedade global. A investigadora Rita Figueiras promove a literacia da comunicação política. E a repórter Teresa Dias Mendes regista sinais fortes dos dias que passam.
Aos domingos, depois das 13h00

Todas as cidades da Netflix são a mesma cidade. Será isso espantoso? 

Nesta emissão, a professora de Ciências da Comunicação e de Comunicação Política da Universidade Católica de Lisboa, Rita Figueiras, e o sociólogo e professor do ISCTE, Paulo Pedroso, são chamados a comentar o facto, sublinhado há dias no El Pais, de todas as cidades da Netflix serem a mesma cidade, por vontade da próprias Netflix. Barcelona, Paris, Madrid são, nos cenários criados pela Netflix, a mesma cidade. Será isso espantoso?

E logo conversam sobre o novo tipo de escritório anunciado pela Google, o escritório pós-pandemia. Ele acomodará pessoas que acabam de passar um ano em casa e não querem ficar o tempo todo no escritório. O New York Times revela imagens do novo mundo Google para explicar o modelo agora anunciado, "um compromisso entre a IKEA e o Lego".

Do outro lado do mundo, a China "liberta" os jornalistas estrangeiros da incomodidade dos seus velhos escritórios. A BBC conta que o ano passado a China expulsou 18 correspondentes estrangeiros. Um desses jornalistas viveu duas décadas na China e acaba de dizer à BBC que a China está definitivamente a fechar-se à imprensa estrangeira, retardando os vistos aos jornalistas que tentam entrar no país.

Enquanto a China expulsa jornalistas os serviços de imigração de Basileia decidiram oferecer bilhetes com destino a qualquer cidade da Europa aos sem-abrigo que se comprometam a não voltar. Basileia não quer ser um cenário da Netflix; quer simplesmente varrer as ruas a troco de um vale ferroviário de 18 euros e de 20 francos suíços para despesas durante a viagem. Há quem tenha aceitado. 14 romenos, 7 belgas, 7 alemães, 2 italianos e 1 francês. Aos que aceitaram regressar à Roménia, o serviço de imigração de Basileia ofereceu voos para Bucareste, certamente em económica, dado não haver lugares no porão de carga. A limpeza das ruas em Basileia é muito selectiva e não olha a despesas. Disso falamos, também, nesta edição do magazine dos domingos.

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