Governo Sombra

Eles querem, podem, mas não mandam! Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia e João Miguel Tavares - num programa moderado por Carlos Vaz Marques - são o Governo Sombra. Um governo que não decide. Uma equipa ministerial sem consenso. Um conselho de ministros que convive bem com as fugas de informação. Semanalmente, passam a atualidade em revista, examinam à lupa os dossiês, interpelam os protagonistas sem rodeios.
Domingo, depois das 11h00.

RAP quer saber porque é que houve luto nacional pela irmã Lúcia mas não por Otelo

Otelo Saraiva de Carvalho morreu no passado dia 25 de julho, sem que fosse decretado luto nacional.

Quando Otelo Saraiva de Carvalho veio ao Governo Sombra, despediu-se de Ricardo Araújo Pereira com um "Araújo, pá, um abraço!" - E foi esse o momento em que o humorista se sentiu mais próximo do serviço militar: o momento em que teve um coronel a tratá-lo pelo apelido.

Partilhada a memória, Ricardo Araújo Pereira (RAP) garantiu, no Governo Sombra desta semana, ter "muita simpatia pelo que Otelo fez no dia 25 de abril de 1974, nenhuma simpatia pelo que Otelo fez depois disso", acrescentando que se junta ao General Ramalho Eanes no agradecimento a Otelo pelo facto de "podermos estar aqui os quatro a dizer o que nos apetecer dizer sobre o Otelo", lembrando ainda que "se elogiarmos Otelo, estamos a homenagear Otelo, se criticarmos Otelo, estamos a homenagear Otelo, porque foi ele que permitiu isso".

João Miguel Tavares interrompe para acrescentar que essa liberdade se deve também ao 25 de Novembro, mas RAP argumenta que "o que acabou com uma ditadura real, que existia mesmo, foi o 25 de Abril", e o mesmo não se pode dizer do 25 de Novembro.

Quanto à opção do Governo, de não decretar nenhum dia de luto nacional depois da morte do Capitão de Abril, e às justificações apresentadas por António Costa, Ricardo Araújo Pereira diz que Costa é o "estratega das homenagens ao estratega do 25 de Abril", e que foi "brilhante", ao recusar decretar luto nacional "por coerência", mas afirmando que "O Estado curva-se perante a memória de Otelo".

Para finalizar a sua análise ao tema, o humorista invoca ainda argumentos para a existência de um duplo critério na decisão do Governo em não decretar luto nacional por Otelo: "Porque é que não houve luto nacional para Otelo, mas houve para Spínola? (...) E porque é que não houve para o estratega do 25 de Abril, mas houve para a 'estratega' do 13 de maio?" - Pergunta, referindo-se ao dia de luto nacional decretado pela morte de Irmã Lúcia, em 2005.

A emissão completa do Governo Sombra, para ver ou ouvir, sempre em tsf.pt.​​​​​​

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