Governo Sombra

Eles querem, podem, mas não mandam! Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia e João Miguel Tavares - num programa moderado por Carlos Vaz Marques - são o Governo Sombra. Um governo que não decide. Uma equipa ministerial sem consenso. Um conselho de ministros que convive bem com as fugas de informação. Semanalmente, passam a atualidade em revista, examinam à lupa os dossiês, interpelam os protagonistas sem rodeios.
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Ricardo Araújo Pereira deixa um alerta sobre a fiscalização do uso da app "StayAway Covid"

A polémica com a proposta de obrigatoriedade da aplicação 'StayAway Covid', em contexto laboral, escolar e académico, não podia deixar de ser assunto de conversa na emissão do Governo Sombra desta semana.

Em declarações aos jornalistas, António Costa terá dito que "odeia ser autoritário" e que estas medidas "só são autoritárias se as pessoas não o fizerem espontaneamente". Ricardo Araújo Pereira (RAP) pede para comentar "com voz de cana rachada" e, imitando a colocação de voz de Salazar, declara: "Não discutimos a autoridade e o seu prestígio!".

Já antes, no programa, Pedro Mexia havia mencionado que o "abanão", que o Primeiro-ministro disse ser necessário no combate à pandemia, o recordou de uma expressão usada por Salazar, que se referia à PIDE como a força de autoridade que "dava uns safanões a tempo".

RAP continua a comentar proposta da obrigatoriedade da app, explicando que nem sequer compreende como seria possível obrigar as pessoas a descarregarem e a instalarem uma aplicação, e muito menos como seria possível fiscalizar o uso da mesma, até porque entregar um telemóvel a um agente de autoridade pode levar a situações complicadas.

Para que "as pessoas possam perceber o que está em causa", o humorista descreve um incidente que viveu na primeira pessoa: "Uma vez, ainda no táxi, recebi uma mensagem de amigos com um filme - nós gostamos muito de cinema - e recebo um filme. Chego ao aeroporto, não sabia bem como é que era para fazer o check-in e perguntei a uma senhora que lá estava. Ela disse: "Deve ter aí no seu telemóvel o bilhete", e pegou no meu telefone e, assim que carregou num botão, começou a tocar o filme que os meus colegas me tinham mandado... Que era um filme de interesse científico, sobre questões de flexibilidade... E foi uma vergonha enorme! (...) Portanto, imaginem isto com agente de autoridade!" - Conclui o humorista.

A emissão completa do Governo Sombra, para ver ou ouvir, sempre em tsf.pt.

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