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O jornal El Chubut conta que o famoso moinho transformado em museu, a pouco mais de 20 km de Trevelin, na estrada 259, na Patagónia argentina, voltou a produzir farinha.
Há na região sonoridades mapuches misturadas com antigos sotaques de colonizadores galeses. Trevelin foi buscar o nome a essa encruzilhada de aventuras nos antigos campos de trigo do vale do rio Colorado. E o nome quer dizer "povo do moinho". Há, pois, nesse lugar de uma estrada muito procurada pelos turistas, por causa dos seus campos de túlipas e das montanhas dos Andes coroadas de neve, um museu no reconvertido velho moinho de água. Juan Evans, o actual proprietário, é bisneto de um dos pioneiros galeses que levaram, também, para os povoados de El Chubut, o cultivo e o gosto do chá.
A pandemia impôs uma quarentena de quatro meses que afastou os turistas. O proprietário do museu viu-se obrigado a pensar num modelo alternativo para a captação de receitas. Tratou de accionar a velha engrenagem do moinho de água e reintroduziu a produção de farinha. Em cada oito horas de trabalho, produz oitenta quilos de farinha integral.
Vamos pelas notícias dos jornais como pelas estradas bordejadas de trigais.
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Uma notícia pode obrigar-nos a parar ou levar-nos para longe, para um lugar mágico da infância, para um ponto esquecido de um velho mapa.
Esta notícia leva-me para esse indefinido lugar do espanto e do maravilhamento onde tudo se cruza. E de parte incerta regressa uma velha canção de Cazuza: "Eu vejo o futuro repetir o passado/ Eu vejo um museu de grande novidades, / o tempo não pára".
Ouça aqui a crónica completa de Fernando Alves
