TSF Pais e Filhos

Como a intuição não chega e eles não nascem com livro de instruções, a TSF propõe um programa para partilhar ideias, conselhos de quem sabe (desde os conselhos técnicos de pediatras e psicólogos, aos conselhos de pais), propostas de lazer, de brincadeiras, de passeios e reportagem. Sem nunca deixar de responder às dúvidas dos pais, vamos também ouvir os filhos. Com coordenação de Rita Costa e sonoplastia de Miguel Silva.
De segunda a sexta, às 08h40 e 16h40

O que fazer quando uma criança bate com a cabeça?

Quando uma criança cai e bate com a cabeça, o importante é a avaliação. A enfermeira Inês Rama explica a que é os pais devem estar atentos e quais os primeiros socorros.

"Há coisas importantes que é preciso desmistificar", começa por dizer Inês Rama que sublinha que é preciso não entrar em pânico e tentar perceber se a criança está bem.

"A criança caiu, mas está tudo bem? Sente-a diferente? Está mais sonolenta? Não é a sua criança, está diferente do habitual? Vomitou? Não articula bem? Essas são situações de que alguma coisa pode ter acontecido e temos de ir ao serviço de urgência", explica a enfermeira.

Inês Rama alerta, no entanto, para uma preocupação frequente. Muitas vezes as crianças caem quando já estão perto da hora da sesta e já estão sonolentas e os pais, com receio, não as deixam dormir. Nesses casos, a enfermeira recomenda que se estimule com uma cócega ou um movimento na palma do pé ou na orelha para perceber se a criança reage e se reagir está tudo bem.

O importante é perceber o que é que é importante e o que é que é preciso avaliar. "Na maioria dos casos, o que resulta da queda é um simples galo. E nesses casos basta colocar gelo, protegido por um pano para evitar queimaduras."

A ida à urgência deve depender da avaliação que é feita e apenas se justifica quando a criança tem sinais de que não está efetivamente bem. "A partir do momento que eu souber que a criança caiu, não tem nada ou tem um galo, mas está bem, brinca, comeu bem, não vomitou, está tudo bem, evito ir à urgência."

Inês Rama dá aulas de primeiros socorros a pais e educadores e acredita que, quando bem informados, os pais conseguem fazer uma boa avaliação evitando deslocações desnecessárias às urgências.

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